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BIBLOSMANIA

Biblioteca Escolar / Centro de Recursos Educativos do Agrupamento de Escolas de Mortágua

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Biblioteca Escolar / Centro de Recursos Educativos do Agrupamento de Escolas de Mortágua

Sex | 04.06.10

Entrevista Manuela Ribeiro

Biblosmania

Segue-se um excerto da entrevista feita pelos alunos do 5.º A à escritora Manuela Ribeiro.

 

Pedro:

Quando era criança gostava de ler?


Manuela Ribeiro:

Sim, gostava muito de ler. A minha mãe era professora do primeiro ciclo e criou-me desde muito cedo hábitos de leitura.

Aos cinco anos aprendi a ler e a escrever. O meu pai também me influenciou porque escrevia poemas.

 

Roberto:

Onde se inspira para escrever as histórias dos seus livros?


Manuela Ribeiro:

Essa inspiração encontro-a todos os dias na vida real, principalmente naquilo que me acontece a mim e aos outros (na escola, na rua, …). Por exemplo, no primeiro capítulo do livro “Assalto à quinta”, faço referência à festa da escola, tendo-me inspirado num episódio que aconteceu na minha escola na festa de Natal, onde um grupo de professores participou com algumas canções de Natal e onde se registaram alguns percalço. No entanto, também recorro um bocadinho à minha imaginação.

 

André:

No livro “O cantor careca” alguns acontecimentos passam-se nas termas de Monte Real e na praia da Vieira. É por alguma razão em especial?


Manuela Ribeiro:

Falo nas Termas de Monte Real porque, desde criança habituei-me a ir para esse local com os meus pais. Mais tarde, mantendo o hábito, continuei a frequentá-las com o meu filho. Quanto à Praia da Vieira, fica perto das termas, é uma praia bastante agradável e, por isso, ia para lá algumas vezes.


Ana Maria:

As personagens dos seus livros são reais ou imaginárias?


Manuela Ribeiro:

As personagens dos meus livros são reais. O Miguel é o meu filho, o Ricardo e o Sérgio são dois amigos dele e a Teresinha sou eu no papel de mãe. Faço ainda referência, entre outras personagens, a duas professoras do meu filho.


Filipe:

A Senhora Professora visitou todos os locais que descreve nos seus livros?


Manuela Ribeiro:

Quando começo a escrever um livro, escolho um local e tenho de o conhecer muito bem. Por isso, faço pesquisas e vou visitá-lo. Por exemplo, no livro “Mistério até ao fim”, falo da cidade alemã de Wuppertal onde, nos meus tempos de Faculdade, ia para treinar a língua alemã e para trabalhar de modo a ganhar algum dinheiro.

 

Xavier:

Quando acaba de escrever um livro, o que sente?


Manuela Ribeiro:

Sinto-me satisfeita por ter terminado algo que me propus fazer e na qual me empenhei bastante. Fico na expectativa de que aos outros lhe agrade o meu trabalho e tanto quanto a mim me agradou.


João:

É difícil ser escritora no nosso país?


Manuela Ribeiro:

O factor sorte é muito importante e as minhas obras começaram a ser publicadas à medida que as ia escrevendo. Nesse aspecto não me posso queixar, mas não dá para viver só como escritora. Como sabem, sou professora, profissão de que gosto muito. Iniciei a minha carreira de escritora as 47 anos e ganhei um prémio das “olimpíadas da Leitura” com o livro “Rapto em Londres”.


André:

Como consegue ter tempo para ser professora e escritora?


Manuela Ribeiro:

Quando se gosta muito de fazer uma coisa, arranja-se sempre tempo. Gosto muito de escrever e aproveito as horas vagas para o fazer. Mas não escrevo todos os dias, pois tenho o trabalho da escola que me ocupa muito tempo.

 


Veja os nossos vídeos em: https://www.youtube.com/user/beebmortagua?feature=guide
Sex | 04.06.10

Lei obriga que todas as escolas do País tenham biblioteca

Biblosmania

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a instalação de bibliotecas em todas as instituições de ensino do País. A Lei N° 12.244, publicada na edição desta terça-feira do Diário Oficial da União, abrange tanto as instituições públicas quanto as privadas e estipula que cada biblioteca deve ter, no mínimo, um título para cada aluno matriculado.

"Será obrigatório um acervo de livros na biblioteca de, no mínimo, um título para cada aluno matriculado, cabendo ao respectivo sistema de ensino determinar a ampliação deste acervo conforme sua realidade, bem como divulgar orientações de guarda, preservação, organização e funcionamento das bibliotecas escolares", diz um dos artigos da nova lei.

O texto considera biblioteca escolar toda "coleção de livros, materiais videográficos e documentos registrados em qualquer suporte destinados a consulta, pesquisa, estudo ou leitura". A lei prevê um prazo máximo de dez anos para a universalização das bibliotecas escolares.

Outra lei sancionada por Lula, também publicada no Diário Oficial nesta terça-feira, autoriza a instalação de salas de aulas em presídios, para a realização de cursos de ensino básico e profissionalizante. Assim como a determinação a respeito das bibliotecas, a medida entra em vigor imediatamente após a publicação.

 

Fonte: http://noticias.terra.com.br

Veja os nossos vídeos em: https://www.youtube.com/user/beebmortagua?feature=guide

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